Coxim antivibratório em elastômero com parafuso passante para fixação de motor

Coxim antivibratório industrial: como dimensionar e quando trocar

Coxim antivibratório em elastômero com parafuso passante para fixação de motor

Vibração de máquina não some, ela se transfere. O coxim antivibratório existe para decidir para onde ela vai: para dentro do elastômero, que a dissipa em calor, ou para a base, onde ela solta chumbador, trinca laje e quebra tubulação conectada ao equipamento. Escolher o isolador errado é o mesmo que não ter isolador.

Coxim, batente ou bucha: cada um resolve um problema

Os três são elastômero vulcanizado sobre metal, mas trabalham de forma diferente e não se substituem.

Coxim

Trabalha em compressão e em cisalhamento e fica sob carga o tempo todo. É o que sustenta motor, compressor, ventilador e grupo gerador. O coxim antivibratório com parafuso passante isola nas duas direções na mesma peça, o que dispensa guia ou batente adicional.

Batente

Trabalha em impacto pontual, não em carga contínua. Limita curso e absorve a batida de fim de percurso. O batente amortecedor com haste roscada substitui o batente metálico onde a batida gera ruído ou trinca a estrutura.

Bucha

Trabalha em articulação, com elastômero vulcanizado entre luvas interna e externa. A bucha amortecedora elimina o contato metal contra metal em pivô e articulação, sem folga e sem lubrificação.

Por que a dureza Shore decide o resultado

Isolamento de vibração depende de uma relação simples: a frequência natural do conjunto montado sobre o isolador precisa ficar bem abaixo da frequência de excitação da máquina. Quando as duas se aproximam, o isolador amplifica a vibração em vez de reduzir.

Quem controla a frequência natural é a rigidez do elastômero, e a rigidez vem da dureza Shore e da geometria da peça. Coxim duro demais para a massa suspensa quase não deflete e transmite quase tudo para a base. Coxim mole demais afunda, encosta no fim de curso e volta a transmitir, além de deixar a máquina instável.

Por isso a dureza é definida por projeto, com a massa apoiada em cada ponto e a rotação de trabalho do equipamento em mãos, e não escolhida pelo que existe na prateleira. Máquina com rotação baixa é o caso mais sensível, porque exige isolador mais flexível para abrir distância entre as duas frequências.

Coxim amortecedor em elastômero com base metálica para apoio de máquina

Os sinais de que o coxim já colapsou

Isolador vencido raramente rompe de uma vez. Ele perde altura e rigidez aos poucos, e a máquina passa a transmitir cada vez mais antes de alguém notar.

  • Perda de altura. Compare a altura livre com a de um coxim novo do mesmo modelo. Deformação permanente significativa é critério de troca, mesmo sem trinca visível.
  • Trinca na superfície do elastômero. Trincas finas na direção da deformação indicam envelhecimento por ozônio, calor ou contato com óleo.
  • Descolamento do metal. Linha escura na interface entre elastômero e prato mostra que a peça está se soltando, o que costuma ocorrer em coxim colado em vez de vulcanizado.
  • Chumbador afrouxando de novo. Se o aperto não segura entre inspeções, a vibração já está passando para a base.
  • Inchamento ou amolecimento. Contato com óleo em composto não formulado para óleo deixa a peça esponjosa antes de ela colapsar.

Em máquina que apoia sobre laje ou estrutura metálica, o coxim amortecedor com base metálica distribui a carga em vez de concentrá-la em um ponto do piso, o que ajuda em mezanino e em estrutura de piso fino.

Onde a vibração aparece na transmissão

Nem toda vibração entra pela base. Parte dela nasce na própria transmissão, em pico de torque de partida e em variação de carga, e nesse caso o isolador de base não resolve.

O acoplamento elástico em elastômero absorve esse pico entre o motor e a máquina acionada e ainda acomoda o desalinhamento residual da montagem. Em acoplamento dentado, quem faz esse papel é o elemento elástico em borracha, que troca sem mover motor nem redutor e dispensa a lubrificação que o acoplamento de grade exige.

Equipamento rotativo com desbalanceamento previsto em projeto, como centrífuga de usina, trabalha com jogo dedicado. A linha de amortecedores, coxins e buchas cobre esses casos com peça fabricada sob desenho.

O que levantar antes de trocar

Antes de comprar, levante a massa total do equipamento e como ela se distribui entre os pontos de apoio, a rotação de trabalho, o tipo de esforço em cada ponto e se existe contato com óleo, calor ou intempérie. Com a peça usada, meça altura livre, diâmetro e a rosca ou furação de fixação.

Substituir um coxim vencido por outro igual repete o problema quando o original já era inadequado. Vale conferir se a especificação de origem faz sentido para a máquina no ponto em que ela está hoje, sobretudo depois de repotenciamento ou troca de motor.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre coxim, batente e bucha amortecedora?

O coxim fica sob carga contínua e isola a vibração de máquinas apoiadas, trabalhando em compressão e cisalhamento. O batente absorve impacto pontual de fim de curso e não sustenta carga permanente. A bucha trabalha em articulação, com elastômero entre luvas metálicas, eliminando contato metal contra metal em pivô.

Como escolher a dureza Shore do coxim antivibratório?

A dureza é definida pela massa apoiada em cada ponto e pela rotação de trabalho da máquina, para que a frequência natural do conjunto fique bem abaixo da frequência de excitação. Coxim duro demais transmite quase tudo para a base, e coxim mole demais afunda até o fim de curso e volta a transmitir.

Quando trocar o coxim de um motor ou compressor?

Troque quando houver perda visível de altura em relação à peça nova, trincas na superfície do elastômero, descolamento na interface com o metal, inchamento por contato com óleo ou chumbador que volta a afrouxar entre inspeções. O isolador perde rigidez aos poucos, antes de qualquer ruptura visível.

Por que o coxim pode aumentar a vibração em vez de reduzir?

Isso acontece quando a frequência natural do conjunto montado sobre o isolador se aproxima da frequência de excitação da máquina. Nessa faixa o sistema entra em amplificação e transmite mais do que transmitiria apoiado direto. O caso mais comum é isolador rígido demais em máquina de rotação baixa.

Coxim em contato com óleo exige composto diferente?

Sim. Elastômero não formulado para óleo incha, amolece e perde rigidez em pouco tempo quando fica exposto a óleo mineral ou a hidrocarboneto. Em casa de máquinas e em base de compressor vale informar essa exposição na cotação para que o composto seja escolhido conforme o contato real.

Dá para fabricar coxim de máquina importada ou fora de linha?

Sim. A peça é fabricada a partir do desenho, da amostra física ou das medidas de altura livre, diâmetro e fixação levantadas na peça retirada, com a dureza recalculada para a massa e a rotação do equipamento em uso. Esse recálculo importa porque a especificação de origem muitas vezes já não corresponde à máquina depois de repotenciamento ou troca de motor.

Precisa de uma peça sob medida

As peças da linha de vedações técnicas em elastômero são fabricadas a partir do desenho, da amostra física ou das medidas levantadas em campo. Informe o equipamento, o fluido, a temperatura e a pressão de trabalho e o time comercial retorna com o composto indicado e a cotação por lote.

Back to blog
  • Mininco:

    Rua Antônio Marzinetti, 392 -
    Ouro Preto, Belo Horizonte, MG, Brasil.
    CEP: 31320-370
    (Galpão)
    Atendemos todo Brasil.
    CNPJ: 61.748.475/0001-55

    Mapa 
  • Vendas Corporativas:

    Email Vendas:
    vendas1@mininco.com.br
    vendas2@mininco.com.br
    Telefone:
    (31) 2180-1710
    Whatsapp:
    (31) 2180-1710

    Cotação 
  • Fornecedores:

    Email Suprimentos:
    compras1@mininco.com.br


    Parcerias / International Partnerships:
    marketing@mininco.com.br

    Contato